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As CorintiANAS em “A Sem Pudores Do Pé Vermelho”

Não seria a terra do nunca, e acho que também não seria o pior lugar do mundo. É um lugar que fica aqui no centro das minas gerais. Uns dizem que é a terra dos cristaleiros. Outros dizem que é o lugar de casos que só existem lá. Cidade de relevo plano. De infâncias incríveis e momentos marcantes. Histórias que ultrapassam a educação de seus pais com a desculpa de construir um futuro. As vezes bem sucedido, as vezes não. Dramas, comédias, aventuras… Quente pelo calor não somente do sol, mas de suas meninas e histórias…

O Blog CulpadeKeKa apresenta As CorintiANAS. Várias Anas com apenas uma coisa em comum: TODAS SÅO DA CIDADE DE CORINTO/MG.

QUALQUER semelhança entre esta obra e a realidade é mera coincidência. Eis uma obra de ficção.

#PILOTO

Num bairro não central mas de fácil acesso, até porque tudo na cidade e muito perto, onde existe uma das poucas ruas que podem ser consideradas subidas, moram pessoas felizes, e que não diferente de nenhuma outra cidade existe uma fofoca, que pode ser considerada básica, sobre a vida alheia. Mora ali também uma garota que para uns ela é uma mulher gostosa e para outros era uma destruidora de lares, dentre outros adjetivos que não são permitidos neste horário.

Por volta de 1982, a menina Ana Maria, Maria em homenagem a mãe de Jesus no intuito da filha ser uma menina pura, calma, quase santa, já se mostrava o oposto do que seus pais queriam. Ela já dava trabalho na escola sempre envolvendo sexo. Diziam que ela tinha uns 12 anos, mas se comportava como uma jovem experiente no ápice de sua maioridade.

Passou pela diretoria por diversas vezes. Uma por excitar os alunos de sua sala a terem ereção e eleger o mais bem dotado daquele ano. Numa outra vez resolveu tirar a virgindade de boca de quem quisesse, mas tinha que marcar antes em sua agenda para que ninguém além da própria pessoa participasse. Foi pega em seus esquemas quando colou nos corredores da escola a lista dos mais bem dotados. E querem saber qual foi sua justificativa para tudo isto? Ela quer arrumar um homem rico pra casar, mas já estava aproveitando seu tempo de solteira.

A adolescência na escola foi conturbada. Diretoria quase toda semana. Peripérsias como ascender “peido alemão”, colocar rapé no ventilador, passar Vick nos olhos para forçar lágrimas e causar aquela emoção e fazer paródias com os nomes dos professores foram unas das várias vezes que ela passou por apuros.

21 anos de idade a Ana Maria não era mais assim considerada pelos amigos, família e por toda cidade. Ela era chamada de Ana Delícia. Carinha de anjo e um corpo escultural. Dava trabalho até para os olhos dos homens casados.

Nas festinhas nos lotes, quando as pessoas fazem um segunda casa com piscina e usam pra fazerem festas e se divertirem, ela presenciava com umas roupas que tampavam apenas o necessário, muitas vezes nem isso. Nestas festas ela adorava entrar no banheiro com vários homens, inclusive nas boates da cidade. E gritava aos quatros cantos do mundo que ainda era virgem.

Amélia, mãe de Ana Delícia acreditava piamente que ela era uma moça digna, correta e virgem. Quando as vizinhas falavam algo ela pegava sua filha e a levava para fazer teste de virgindade para mostrava pra todas as amigas pra provar que a Ana nunca foi aquilo que elas falavam. Especialmente as vizinhas irmãs Marisa e Dolores que não ficam somente na janela de casa vendo tudo acontecer. Como assunto Ana Delícia é o preferidos, as irmãs chegam ao ponto de abordar as pessoas nos supermercados e na rua para contar o que ouviam da casa da dona Amélia.

No bairro Pé Vermeio, como dizem os nativos os assuntos vinham e iam, mas acabavam voltando nas histórias da Ana.

-Eu, pra minha família serei eternamente virgem. Só usarei minha parte da frente se meus pais não estiverem vivos. Enquanto isto uso outras partes – dizia Ana Delícia com um sorriso sapeca.

Melissa, o amigo gay da Ana era o responsável para entrar em contatos com os homens que ela queria. Já conhecido por isso ele abordava qualquer homem em qualquer lugar. E em certas hipóteses até participava de algumas brincadeiras.

Aproveitar a vida foi o que Ana mais fez em sua vida.

Os anos se passaram. Amélia já estava doente de desgosto de tanto receber na porta da sua casa esposas dos homens que Ana se envolvia. E a filha nada escondia da mãe nem seus casos mais sórdidos.

Na precisão de fazer exames fora de Corinto, Amélia junta-se ao marido em seu carro Fiat 147 e parte para a capital. Fatalmente ocorreu um acidente levando os pais de Ana a morte.

Melissa organiza toda a papelada para a amiga. Manda anunciar no alto-falante da igreja o falecimento dos seus pais enquanto Ana fica em casa desesperada com a morte e pensando como será sua vida sexual de agora em diante.

No cemitério da cidade com todos amigos do Pé Vermelho e boa parte da cidade após o enterro dos pais Ana Delícia pede para fazer um discurso.

-Obrigado pela presença de todos. Como podem ver, a tristeza da minha família é grande. Por isso quero aproveitar que a maioria dos presentes aqui já se relacionaram comigo e vou anunciar que agora eu faço tudo e que o primeiro será escolhido agora – começa Ana Delícia tirando a roupa em cima da terra que cobre seus pais e as pessoas ali presente ficam chocadas com a cena – E mais, quem quiser ver a hora é agora…

O ato obsceno teve tanta repercussão que antes dela acabar de tirar a roupa a polícia a levou para o hospital achando que ela estava em choque após tanta tragédia.

Poucos sabiam que ela era apaixonada pelo feirante da cidade, por ele e por seu dinheiro. E pra ele seria entregue sua pureza, se é que pode ser chamada assim.

Luvino era o feirante mais rico da cidade. Casado pela segunda vez e pai de 4 filhos. Havia falado com a Ana que queria ser o primeiro e ela só deixaria se ele separasse e casasse com ela. A situação era notória para todos pois o sr. Luvino não escondia de ninguém a paixão pela atrevida Ana Delícia e pouco se importava com seu passado.

Assim aconteceu. Eles se casaram e a ele foi dado o maior presente que Ana podia dar: sua “virgindade”. Ela só não esperava que ele ia exigir fidelidade.

Certa vez, em uma das viagens para o CEASA, Luvino comprou muitos presentes para a amada. E no cair da noite ele chegou em casa fora do horário de costume. Estranho estava a porta de sua casa entreaberta e dois carros em frente. Vagarosamente foi caminhando ao encontro dos gemidos. Ali estava Ana sendo a delícia de dois homens que ele desconhecia.

Frio, ele pegou o pau do pilão que se encontrava em sua sala e entrou no quarto. Gritou com os homens que dali saíram correndo. E ao olhar pra aquela mulher, ela estava com a cara de safada e ainda teve a audácia de chamá-lo pra continuar aquilo que ele atrapalhou.

Furioso, começou a espancá-la. Pauladas nas pernas, rosto, braços… Não satisfeito começou a agressão com as próprias mãos. Batia seu rosto na cabeceira da cama e o pilão em suas genitálias. Nem o sangue por toda parte nem a certeza de que todo o bairro ouvia a briga fez com que ele parasse.

Enquanto isso acontecia as irmãs do outro lado muro nem estranharam aquele barulho tudo.

-Dodô, acho que está acontecendo algo. Repara pra você ver. Primeiro gemidos. Depois uma gritaria e barulhos altos parecendo que a Maria da Safadeza, apelido dado a Ana, está apanhando… Sei não…

-Acorda velha mexeriqueira! Eles estão jogando aquele videogame super interativo… Ai, meu Deus… O nome…. Ah, Mii. Mii de Eu. Eu me divirto. Fiquei sabendo que tem jogos de bichinhos a luta livre, menina…

De volta a casa do casal depois de tanta porrada ele parou. Sabia que não queria matá-la, motivo pelo qual arrastou a Ana pra fora da casa e a trancou do jeito que estava: suja de sangue, vários ossos quebrados e gemendo bastante.

Naquele momento Ana só lembrava de um vídeo que sempre via no Youtube, Vale Tudo, Fia. E por coincidência do destino suas vizinhas tinham os menos nomes que Heleninha chama quando cai na boate. Assim ela fez, pois sabia que suas vizinhas estavam com pipocas acompanhando toda a cena:

-“Dolores! Marisa! Me ajuda, fia, eu tô no bueiro!”

Suas vizinhas, mesmo não gostando da menina, a acharam e a levaram pra delegacia. Era pauta de fofoca garantida para uma semana.

-Olá Policial, me chamo Ana e vim pedir amparo da polícia pois acabei de sofrer violência doméstica… Estou devastada…

-Sim, a Senhora está bem? Há algum ferimento?

-Tem sim senhor. Por todo meu corpo.

-Tem ferimentos graves, precisa cuidar disto rapidamente. O que aconteceu senhora Ana?

-Meu marido me espancou, quase agora, quando me pegou na cama com dois homens…

-A sra. vai ser encaminhada para a outra sala.

-Quer saber, policial, faria tudo novamente. Agora vou ser uma mulher separada, rica e vou continuar transando com todos. Poderia começar com o sr. mas antes tenho que fazer o protocolo e depois ir ao hospital. Mas eu sei onde o sr. mora….

Comentários em: "As CorintiANAS em “A Sem Pudores Do Pé Vermelho”" (7)

  1. Ana Luíza disse:

    Morri! KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK E o melhor: todas são “Ana’s”…………… ai, ai…

  2. Jimmy disse:

    Que bafão !
    kkkkkkkkk
    O 1o episódio ficou perfeito: intenso, impactante e com uma boa dose de violencia, sem falar no erotismo que já é uma marca de muitos autores :D Flavinho ta de parabéns ! Arrasou muito!!

  3. Nara Cyntia disse:

    AAmeeeeeeiiiiiiiiiiiiii, ficou muito bom flavio, parabéns já estou na expectativa do proximo. Bjos

  4. Flávio disse:

    Que bom que vcs curtiram. A proposta é esta. Adoro brincar de escrever e acho que meus companheiros de blog tbm. daí vem tanta bobagem na nossa cabeça pra criar estas histórias. Como o próximo ep será escrito por outro autor, confesso que estou louco aguardando um novo.

    Bjus e Valew (novamente)!

  5. É claro que vou aproveitar Dolores e Marisa no meu episódio, né!? Hehe

  6. karol disse:

    kkkkkkkkkkkkkk gostei

  7. [...] CORINTIANAS EM “A SEM PUDORES DO PÉ VERMELHO” – Clica Aqui AS CORINTIANAS EM “A SANTINHA DO CAPIM-GORDURA” – Clica Aqui AS CORINTIANAS EM “A NOVA [...]

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